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Sempre Adicionar... Nunca Remover!

Provérbio Streghe

"Quando já não estiver
Neste mundo,
Sempre que necessitardes de algo,
Uma vez ao mês,
Quando a Lua
Estiver Cheia...
Deveis todos vos reunir num lugar deserto,
Ou floresta,
Para adorar o Espírito Poderoso
De vossa Rainha,
Minha Mãe, a Grande Diana,
E quem quiser aprender Bruxaria,
Mas ainda não domina
Seus mais íntimos segredos,
Minha Mãe vos ensinará,
Em verdade,
Todas as coisas...
E livres estareis da escravidão,
E livres sereis em todas as coisas;
Homens e Mulheres devereis
Estar desnudos durante
Vossos ritos,
Até que morra o último opressor,
Fareis o jogo de Benevento
E depois uma refeição..."

Oração a Hecate

Faça com que o Círculo
Nunca seja quebrado,
Faça com que a Terra
Esteja sempre firme,
Faça com que o Vento
Seja sempre constante,
Faça com que o Mar
Esteja sempre agitado,
Faça com que o Fogo
Nunca se apague,
E sua luz mostre o caminho.
Hecate faça-se sempre
Viva em minha alma.

Oração Diária

Que eu tenha hoje
E a cada dia,
A Força dos Céus,
A Luz do Sol,
O Resplendor do Fogo,
O Brilho da Lua,
A Presteza do Vento,
A Profundidade do Mar,
A Estabilidade da Terra
E a Firmeza da Rocha.
Que assim seja e que assim se faça
Em Nome da Deusa
E de Seu Consorte"

Oração as Deusas do Fogo

Abençoada seja, a
Deusa da Criatividade,
Luminosa Hecate,
Deusa do Fogo Sagrado.
E do Caldeirão da Transformçao.
Ensine-me a suportar
Os fogos da transformação,
O forno que tempera minha lâmina
E me faça forte.
Esteja comigo como um
Brilho em meu destino.

Abençoada seja, a
Deusa da Transformação,
Corajosa Perséfone,
O caroço plantado na Terra.
Ensine-me a entrar
No Submundo sem medo
E emergir sem pesar.
Ilumine meu caminho
Com suas tochas!

Abençoada seja, a
Deusa da Fé,
Constante Héstia,
Deusa da Lareira e do Templo.
Ensine-me as lições de
Compromisso e satisfação,
Serviço e celebração.
Aqueça-me por dentro e por fora!
Que assim seja e que assim se faça!

Aos Elementais

Pequenos Guardiões,
Seres de Luz Infinita.
De dia me tragam a paz,
De noite os dons da Magia.
Invisíveis Guardiões,
Protejam os quatro cantos da minha alma,
Os quatro cantos da minha casa,
Os quatro cantos do meu coração.
Que assim seja e que assim se faça!

Culto a Senhora

Senhora da minha Vida:
Guia-me com sabedoria,
Faça com que eu compreenda
O que não tem explicação.
Conforta-me em Teus Seios
Quando preciso for.
Daí-me luz para clarear
A mente dos que não entendem.
Encha-me de coragem para enfrentar
O preconceito de cabeça erguida.
Purifique-me para que eu
Possa louvar-te como mereces.
Ajuda-me a ver com os
Teus olhos de justiça para que
Eu nunca acuse em vão.
E peço-te que me mostre o caminho
Da Tua verdade para que eu
Não me perca nunca de Ti.
Abençoada sejas!
Que assim seja e
Que assim se faça!

Para momentos de estresse e confusão

Ó querida Deusa, Mãe da terra verde, das águas azuis e da Lua Prateada, por favor, esteja comigo em meu momento de necessidade.
O estresse e a confusão tomaram conta da minha vida, e sinto o peso das preocupações da vida me sufocarem.
Estou realmente com medo, mas sei que Você em seu amor gentil me ouve agora, e sinto que o grande peso está ficando mais fácil de suportar.
Ó querido Deus, Pai das florestas escuras e montanhas tremeluzentes, dê-me a sua força espiritual para que eu possa atravessar este momento de crise e voltar novamente para a minha vida normal.
Abençoados sejam!
Que assim seja e que assim se faça!

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Corvus Lucífero
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ClãsCáliet

A Trilha fácil, suave e inclinada… Não é a trilha da Virtude Verdadeira. Ela demanda um caminho árduo e espinhoso. O ClãsCáliet resgata a Antiga Fé, unindo o velho e o novo em um espiral, nos colocando no limiar de todos os mundos e universos e reerguendo o Pendão dos Antigos Deuses, com as bênçãos da Grande Hecate Lucifera, a Portadora da Luz da Iluminação e de Dionisio Zagreus, o Três Vezes Manifesto; caminharemos para à Ascensão da Idade da Filha, a Idade da Razão.

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A Lua... De Renato Rocha para o MPB4

terça-feira, janeiro 29, 2013


A Lua, quando Ela roda é Nova! 
Crescente ou Meia a Lua!
É Cheia!
E quando Ela roda
Minguante e Meia,
Depois é Lua novamente
Diiiizz!...

Quando Ela roda é Nova!
Crescente ou Meia a Lua!
É Cheia!
E quando Ela roda
Minguante e Meia
Depois é Lua-Nova... 

Mente quem diz
Que a Lua é velha...

Mente quem diiiizz!

Postado por Corvus Lucífero às 16:11 0 comentários

Marcadores: Celebração da Lua, Definições da Deusa, O Segredo da Deusa

O Culto de Héstia

quinta-feira, maio 24, 2012


"Rainha da Fé, Senhora do Lar
Deusa do Templo, do Fogo a queimar!
Héstia, vem me ungir;
Héstia, faz-me discernir.
Héstia, quero servir e como vela me consumir!"

Héstia foi a primeira filha de Chronos e Réia, portanto irmã mais velha de Zeus. Rege o Fogo Sagrado. Como Ártemis e Athena, optou por manter-se virgem. O Fogo de Héstia simboliza a chama que arde no coração dos homens; a vida, o amor à vida; a vida pelo amor. É o símbolo da pureza, da força e Conhecimentos Ancestrais; do respeito ao passado que forma cada um de nós. É ao redor dele e de seu calor que, à noite, a família se reúne e, por mais modesto que seja o alimento servido, todos têm nele a possibilidade de um novo dia possível. É símbolo da família. A chama que torna possível os laços de união. A única preocupação da Deusa era manter os corações dos homens aquecidos. Alimentá-los com o leite de afeto e da humanidade.

Héstia também simboliza a continuidade e preservação das tradições, do saber ancestral. É o símbolo do renascimento dos Antigos Cultos. De todos os Deuses e Deusas, Héstia era aquela a quem os homens mais amavam e respeitavam, disse Homero. É uma Deusa humilde, simples e modesta. Somente para Ela havia um Altar em cada casa; a lareira. Ali ardia uma chama sempre acesa. Os homens pediam para que Ela abençoasse o alimento antes das refeições e lhe prestavam homenagens ao terminá-la. Para Ela havia sempre uma parte nos Sacrifícios, mesmo que este se dirigisse a um outro Deus; e era Dela toda a gordura do Sacrifício. Como Deusa da família Héstia amava a todas as crianças e as protegiam. Quando estas cresciam, casavam-se e mudavam de casa, levavam consigo uma parte da chama paternal para abençoar e iluminar a nova residência. Dessa forma a chama podia manter-se acesa durante anos, décadas, séculos e até mesmo (por que não?) milênios. No centro de cada cidade havia um prédio público chamado de Pritaneu. No centro do pritaneu, um enorme átrio tinha no seu centro um Altar dedicado à Deusa, e sobre este Altar uma chama em honra à Deusa, o povo pedia para que Ela protegesse a todos que moravam lá. Havia homens dispostos a morrer para não deixar que a chama se extinguisse. Sempre que novas expedições saíam com objetivo de fundar novas aldeias levava consigo um pouco da chama do pritaneu para que assim a cidade a ser fundada fosse abençoada pelas graças da Deusa. Era o símbolo de amizade e Xênia entre as cidades.

Hino Homérico XXIX - dedicado a Héstia

Héstia, nas Altas Moradas de Tudo,
tanto dos Deuses Imortais, quanto dos homens
que caminham na terra, recebeste uma estada
permanente e a mais alta honra: gloriosa é
sua porção e seu direito. Pois sem você os
mortais não fazem banquetes, onde a gente
não devidamente verter uma oferta a Héstia
tanto o primeiro quanto o último.

Nenhum lar, nenhum Templo ficava santificado sem a presença de Héstia. Era tanto uma presença espiritual como um Fogo Sagrado que proporcionava iluminação, calor e aquecimento para o alimento. Não foi representada em forma humana, mas sim pela chama viva no centro do lar, do templo, da cidade, sendo seu símbolo um círculo, pois suas primeiras lareiras eram redondas, assim como seus Templos. Sua presença era sempre solicitada nos acontecimentos importantes da vida grega, segundo Homero, sem o Fogo Sagrado de Héstia não haveria festas para a humanidade pois ninguém poderia iniciar o primeiro e o derradeiro gole do vinho doce como mel sem uma oferenda à Deusa da Lareira. Quando os valores da Deusa são esquecidos e desonrados, a importância do Santuário Interior, da interiorização para encontrar significado e paz, e da família como santuário e fonte de calor ficam diminuídos ou são perdidos. Além disso, o sentimento de uma ligação básica com os outros desaparece, como desaparece também a necessidade dos cidadãos de uma cidade, país ou terra se ligarem por um elo espiritual comum.

Postado por Corvus Lucífero às 18:54 0 comentários

Marcadores: Definições da Deusa

As Moiras... Um Rito...

terça-feira, abril 24, 2012



Nem o próprio Zeus, o Cronida, podia revogar a decisão das Três Irmãs;
Filhas de quem eram... Nix, a Noite Antiga!
Todos, Deuses e homens estavam subjulgados as Três Irmãs;
Cloto fiava; Láquesis tecia; Átropos cortava.

Consiga três fios: vermelho, preto, branco, unte as mãos e entrelace-os. Ate as duas extremidades em separado. Faça-o do tamanho que desejar. Você poderá usá-lo como cordão para amarrar suas vestes rituais. Enquanto entrelaça, diga: "Acima, abaixo, Linhas do Destino. Tanto na minha vida, como em todas as coisas. Trançando o padrão, cedo ou tarde, verei o resultado que as ações trazem."

Agora, unte a trança e passe na fumaça de um incenso, quando estiver embuida de poder amarre-a ao redor da cintura ou coloque no pescoço. Visualize as Moiras, erga as mãos e diga: "Um novo ano surgirá. As linhas se entrelaçam, para finalmente revelar meu destino. Deusas da História e do Fiar, ó Moiras da Vida, peço sua ajuda para clarear meu caminho e me libertar. Que as velhas coisas feneçam e desapareçam. Que o novo chegue me trazendo paz, saúde e prosperidade. Deusas da História e do Fiar, ó Moiras da Vida, peço sua ajuda para clarear meu caminho e me libertar."

Durma com o cordão trançado sobre seu travesseiro e preste atenção a seus sonhos. E esteja para fazer o que for necessário e apropriado para retificar sua vida e tornar seu caminho mais suave.

Postado por Corvus Lucífero às 02:08 0 comentários

Marcadores: Definições da Deusa, Rituais...

Ave Gaia, salve Mãe Terra!

segunda-feira, abril 23, 2012

Ao Dia Internacional da Terra
- 22 de Abril -
Emanemos nossas energias divinas, vindas da própria Mãe Terra, a Deusa Gaia,
Bruxos todos pela paz e pela pureza do meio ambiente.


A Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Ela te deu à luz; Ela te deu a vida.
Foi Ela quem te deu o corpo,
Que a Ela, um dia devolverás.
Bem-aventurado serás tu quando A conheceres
E conheceres o seu Reino.
Se receberes os anjos de tua Mãe
E cumprires as suas leis,
O que faz essas coisas nunca verá moléstia.
Pois o Poder de nossa Mãe está acima de tudo.
Ela tem o governo de todos os corpos dos homens
E de todas as coisas vivas.
O sangue que corre em nós
Nasceu do Sangue de nossa Mãe Terra.
O Sangue Dela cai das nuvens,
Salta do ventre da terra,
Murmura nos ribeiros das montanhas,
Corre, amplo, nos rios das planícies,
Dorme nos lagos,
Enfurece-se enormemente nos mares tempestuosos.
O ar que respiramos
Nasceu do Sopro de nossa Mãe Terra.
Seu alento é o azul nas alturas dos céus,
Suspira no topo das montanhas,
Susurra nas folhas da floresta,
Eleva-se sobre os trigais,
Descansa nos vales profundos,
Arde, quente, no deserto.
A dureza de nossos ossos
Nasceu dos Ossos de nossa Mãe Terra,
Das rochas e das pedras.
Elas estão nuas debaixo dos céus
No cimo das montanhas,
São quais gigantes adormecidos
Nas encostas dos morros,
Como ídolos erguidos no deserto,
E estão escondidas nas profundezas da terra.
A delicadeza de nossa carne
Nasceu da Carne de nossa Mãe Terra,
Cuja carne se torna amarela e vermelha
Nos frutos das árvores,
E nos alimenta nas leiras dos campos.
A luz de nossos olhos,
A audição de nossos ouvidos,
Nasceram ambas das cores e dos sons
De nossa Mãe Terra;
Que nos envolve
Como as ondas do mar envolvem o peixe,
Como o ar que turbilhona envolve o pássaro.
O Homem é o Filho da Mãe Terra,
E Dela o Filho do Homem
Recebeu todo o seu corpo,
Assim como o corpo da criancinha recém-nascida
Nasce do ventre de sua mãe.
Estás unido à Mãe Terra;
Ela está em ti e tu estás Nela.
Dela nascestes, Nela vives,
E a Ela voltarás outra vez.
Cumpre, portanto, as suas leis,
Pois ninguém pode viver muito, nem ser feliz,
Se não honrar sua Mãe Terra
E não lhe cumprir as leis.
Pois o teu alento é o Alento Dela,
O teu sangue é o Sangue Dela,
Os teus ossos são os Ossos Dela,
A tua carne é a Carne Dela,
Teus olhos e ouvidos,
São os Olhos e Ouvidos Dela.
Nossa Mãe Terrena!
Somos sempre abaçados por Ela,
Sempre cercados pela Sua beleza,
Nunca poderemos separar-nos Dela;
Nunca poderemos conhecer-lhes as profundezas.
Ela esta sempre criando formas novas:
O que agora existe nunca existiu antes.
O que já existiu não retorna.
Em seu Reino tudo é sempre novo e sempre velho.
Vivemos no meio Dela e não A conhecemos.
Ela fala conosco de contínuo,
Mas nunca trai os seus Segredos para nós.
Sempre lavramos o seu solo e apanhamos as suas colheitas,
E, no entanto, não temos poder nenhum sobre Ela.
Ela constrói sempre, Ela destrói sempre,
E seu local de trabalho está escondido aos homens.

+ Evangelho Essênio da Paz

Postado por Corvus Lucífero às 01:38 0 comentários

Marcadores: Definições da Deusa

Hino a Lua Negra

terça-feira, janeiro 04, 2011


 
Disseram me Bruxa-Serpente-Feiticeira,
os leigos e Religiosos que sempre obedeciam...
Viram-me Lua Negra,
os Astrólogos,
os Místicos
que sabiam da velha historia das Irmãs e Companheiras
que não me deixaram escura só ou traiçoeira...
Entenderam-me cúmplice
as mulheres que intuíram a primeira esperança...
Souberam-me parte sua os homens em que seu Feminino tiveram confiança...
E ouvindo os dois as coisas que Eu dizia,
sabera que eu era alerta e os protegia.
Eu Mulher-Serpente-Astro-Lua Negra Errante
Sou e quero ser iluminada,
pelo Sol que me deixa refleti-Lo não sendo assim opaca e abandonada...
De Sua  Luz crio o Luar e me torno Luminosa...
E brilho com minha Luz em Noite Misteriosa...

Postado por Corvus Lucífero às 00:50 0 comentários

Marcadores: Carga Divina, Definições da Deusa, Orações...

Quem é Ela?

sábado, novembro 06, 2010


Quem é Ela?
Ela é a Jovem
De olhos brilhantes sem medo no coração
Ela traz o amanhecer
Quem é Ela?
Ela é a Jovem
O sonho ousado
Que caminha só... Ela caminha só
Crescente de Prata
Amada Donzela
Jovem, venha...

Quem é Ela?
Ela é a Amante
Seus Ossos e Sangue são a Terra
É Ela quem nos sustenta
Que é Ela?
Ela é a Amante
E a bondade que jamais falha
Ela caminha em Poder
Abençoada Lua Cheia
Sagrada Senhora
Mãe, venha...

Quem é Ela?
Ela é a Velha
Que sobreviveu além do medo
Ela sorri bem alto
Quem é Ela?
Ela é a Velha
Amável e Sábia
Que conduz a vida... Ela conduz a vida
Dourada Minguante
Honrada Anciã
Velha, venha...

Quem é Ela?

Postado por Corvus Lucífero às 02:07 0 comentários

Marcadores: Definições da Deusa

Angitia - Senhora das Serpentes e da Cura

terça-feira, julho 27, 2010


Angitia (nome latino da Deusa Anagtia) é uma Divindade Osci das Cobras e da Cura, especialmente reverenciada pelos Marsi, uma Tribo Guerreira que viveu do Leste de Roma até os Montes Apeninos (algumas vezes chamados de Colinas dos Marsi) e que falava o dialeto Sabellico. Ela era famosa por sua habilidade de curar aqueles que foram envenenados, especialmente as pessoas mordidas por cobras. Existia, ainda, a lenda de que esta Deusa possuía o poder de matar serpentes através de encantamentos. Os Marsi também possuíam a reputação de curandeiros, magos e encantadores de cobras. De fato, neste tempo, os Serpari, caçadores de serpentes que viviam naquela reigão, eram tidos em alta conta. Em Roma, durante o primeiro século da Era Cristã, as atividades dos Marsi como curandeiros e adivinhos, assim como seu conhecimento da terra, foram consideradas como Bruxaria.

Angitia tinha o conhecimento das ervas que curavam, e era honrada em um bosque, chamado de Silva Angitia ou Lucus Angitiae, e em um Templo (com um tesouro), ambos localizados na margem sudoeste do Lago Fucinus. Esse Lago era largo (mais de 30 milhas de circunferência – cerca de 48 km), que não possuía nenhuma passagem e que costumava inundar as cidades próximas depois das chuvas da primavera, o que pode ser a razão de ter sido drenado no século XIX. Nesta região também existe a história de Umbro, que foi um Sacerdote e vidente lendário dos Marsi. Assim como Angitia, era um curandeiro e um encantador de serpentes; de acordo com a Eneida, o Lago Fucinus encheu quando Ele foi morto em uma batalha.

Acredita-se que o nome Angitia deriva da palavra angere, que significa “doença” ou “desgraça”, se referindo a sua habilidade de matar cobras, os anguis, “cobra” ou “serpente”. Algumas inscrições mencionam Angitia no plural, como um grupo, as Angitiae (similar a Sulis e as Sulivae) e, em uma inscrição, Ela é mencionada como Angerona, Deusa do Silêncio e do Solstício de Inverno. De acordo com Servius, quem nomeou Angitia foi a Bruxa Medeia, que voou até a Itália depois que sua a conspiração para envenenar Teseu foi descoberta. Medeia é associada com feitiçaria e serpentes ou dragões, por isso ela é associada com a Deusa da Magia e das Cobras dos Marsi.

A atual região de Abruzzo, na Itália, terra natal dos Marsi, ainda é associada com cobras. Lá é celebrada a Festa dos Serpari. Esta celebração, primeiramente mencionada na Idade Média (mas muito mais antiga), é comemorada na vila de Cocullo (cuja população é de 316 habitantes) na primeira quinta-feira de maio. Os Serpari são uma fraternidade hereditária de encantadores de serpente, responsáveis por conduzir o festival.

Em algum momento próximo do primeiro dia da Primavera, os Serpari capturam as cobras (a maioria delas de uma espécie calma e não venenosa), e a trazem para a vila, onde suas presas são removidas. Eles a prendem em caixas de madeira ou terracota e as tratam bem até o festival. No dia da festa, os peregrinos se encontram na Igreja de San Domenico. Acredita-se que, assim como Angitia, o Santo tem poderes de cura, especialmente em se tratando de mordidas de cobras e de cães raivosos e de dores de dentes. Depois da missa, a estátua do Santo é carregada em procissão, e coberta com cobras vivas. A procissão é seguida pelos Serpari e por outros fiéis, que também seguem cobertos de serpentes. Em uma Tradição mais antiga, as serpentes são mortas e comidas em um banquete, mas hoje elas foram substituídas pelo pão em formato de cobra – alguns representando cobras de duas cabeças. Nos dias de hoje, elas não são mortas, mas soltas de volta no bosque quando o festival termina. A propósito, os dentes das cobras continuam crescendo e, em média uma semana depois, dependendo da espécie, suas presas voltam ao normal.

Angitia é representada nesta figura com várias cobras rastejantes, na frente do Arum Dracunculus, descrito por Plínio como sendo uma cura para mordidas de cobra, com as Colinas dos Marsi ao fundo. O desenho foi feito com lápis aquarela.



Nomes alternativos: Angizia, Anagtua, Anagtia Diiva, Anguitia, Anguitina, Angitia; Ancet, uma Deusa da Cura dos Paeligini (outra tribo da mesma região) que é provavelmente a mesma Divindade com um nome traduzido para o dialeto deste povo. É quase certo que a Bona Dea Romana é a mesma Deusa, e seu festival também era celebrado nos primeiros dias de maio, assim como o de São Domenico que pode ser uma corruptela de Umbro o Sacerdote lendário dos Marsi.

Angitia também é associada com a feiticeira grega Circe.

Postado por Corvus Lucífero às 14:25 0 comentários

Marcadores: Cobras e Magia, Definições da Deusa

Noite Antiga, Deusa Nyx, Mãe de Hecate!

sexta-feira, abril 23, 2010



A Deusa Nyx é a personificação da Noite, Deusa das Trevas Antigas. Uma das melhores fontes de informação sobre a Deusa Nyx provém da Teogonia de Hesíodo. Muitas referências são feitas a Nyx naquele poema que descreve o Nascimento dos Deuses e Deusas Gregas. A explicação é simples, a Noite desempenhou um papel importante no mito como um dos primeiros seres a vir à existência.

Hesíodo afirma que a Noite era irmã do Khaos, o que a torna uma das primeiras criaturas a emergir do vazio. Isso significa que Nyx era irmã de algumas das mais Antigas Divindades da mitologia grega, incluindo Erébus (a Escuridão), Gaia (a Mãe Terra), Tártarus (Trevas Abismais) e Erus (o Amor da Criação). Dessas forças primordiais sobreveio a continuação dos Deuses e Deusas. E Nix foi responsável por dar origem aos Filhos Divinos.

Nyx deu origem a um número de crias. Algumas dessas Crianças da Noite eram Éris (a Discórdia ou Altercação), as Moiras (Cloto, Lachesis e Atropos), Nêmesis (a Ética), as Queres, a Miséria, os Sonhos e os irmão gêmeos Hypnos (Deus do Sono) e Thanatos (Deus da Morte).

Nyx também teve Filhos do Deus Erebus. Dele, a Divindade deu à luz Éter, o Ar e Hemera, o Dia. Na Tradição Órfica, todo Universo e demais Deuses Primais nasceram do Ovo Cósmico de Nyx.

Nyx, cuja raiz é o indo-europeu e significa: Trevas Superficiais ou A Noite. Habita o Extremo Ocidente, além do país dos Cimérios, enquanto Érebus personifica as Trevas Subterrâneas e Superiores ao Manto da Escuridão Eterna.

Nyx percorre o Céu, coberta por um manto negro, sobre um carro puxado por quatro cavalos negros e sempre acompanhada das Queres. Certos poetas a consideram como Mãe de Uranus e de Gaia; Hesíodo dá-lhe um lugar entre os Filhos do Caos com o posto de Mãe dos Deuses, porque sempre se acreditou que Nyx e Erebus haviam precedido a todas as coisas. Nyx é a Patrona das Feiticeiras e Bruxas, é a Deusa dos Segredos e Mistérios Noturnos, Rainha dos Astros da Noite. Homero se refere a Nyx com o epíteto "A Domadora dos Homens e dos Deuses", demonstrando como os outros Deuses respeitavam-na e temiam esta poderosíssima Deidade.

Nyx, assim como Hades, possuía um capuz que a tornava invisível a todos, assistindo assim ao Universo sem ser notada. Foi Nyx que colocou Helios entre seus filhos (Hemera, Eter e as Hespérides); quando os outros Titãs tentaram assassinar Helios. Zeus tem um enorme respeito e temível pavor da Deusa da Noite, Nix. Os Filhos de Nyx são a Hierarquia em Poder para os Deuses, sua maioria são Divindades que habita o Mundo Subterrâneo e representam Forças Indomáveis (tal qual Hecate) e que nenhum outro Deus poderia conter. Em uma versão, as Erínias seriam filhas de Nyx (Ésquilo), Nyx era cultuada por Bruxas e Feiticeiras, que acreditavam que Ela dava fertilidade a terra para brotar ervas encantadas, e também se acreditava que Nix tinha total controle sobre vida e morte, tanto de homens como de Deuses.

Nyx aparece ora como uma Deusa Benéfica que simboliza a Beleza da Noite e ora como Cruel Deidade Tartárea, que profere maldições e castiga com terror noturno, como Hecate e Astéria, ambas Filhas da Noite Antiga, que recebem de Nix o Seu Poder. Nyx é também uma Deusa da Morte, a Primeira Rainha do Mundo das Trevas, dando Seu trono a Hecate. Nyx também tinha dons proféticos, e foi Ela quem criou a arma que Gaia entregou a Cronus para destronar Uranus. Nyx conhecia o Segredo da Imortalidade dos Deuses podendo tirá-la e transformar um Deus em mortal, como Ela fez com Cronus após este ser destronado por Zeus.

Desposou Érebus, Seu irmão, de quem teve o Éter (Luz Celestial) e Hemera (Dia). Mas sozinha, sem se unir a nenhuma outra Divindade, procriara o inevitável e inflexível Moros (as Sortes), Kera (que destina o tipo de morte, o destino do homem em seus momentos finais), Tânatos (a Morte), Hypnos (o Sono), Oniro (a Legião dos Sonhos), Momo (Escarnio), Oizos (Miséria), as Hespérides (Tarde), Guardadoras dos Pomos de Ouro, as desapiedadas Moiras (Deusas do Destino), a Divina Nêmesis (Deusa da Retribuição), Apate (Engano, Fraude), Filotes (Amizade), Geras (Velhice), Éris (Discórdia), Limos (a Fome), Ftono (Inveja), Ênio (Belona, Deusa da Carnificina), Lissa (a Loucura) e Caronte o Barqueiro do Rio Aqueronte do Mundo dos Mortos (que transporta as almas dos mortos entre o mundo dos vivos para o Submundo - o Rio Aqueronte na verdade era o Deus Erebus que foi precipitado em rio sinistro de Hades como forma de castigo por ter apoiado os Titãs contra os Olimpos, Nix o castigou) a fronteira dos dois mundos; em resumo, tudo quanto havia de doloroso na vida passava por ser obra de Nix, a maior parte dos outros descendentes de Nix nada mais são que conceitos e abstrações personificados; sua importância nos mitos é muito variável.

Algumas vezes, a exemplo de Hades, cujo nome evitava-se pronunciar, dão a Nix nomes gregos de Eufrone e Eulalia, isto é, Mãe do Bom Conselho. Há quem marque o seu império ao norte do Ponto-Euxino, no país dos Cimérios; mas a situação geralmente aceita é na parte da Espanha - a Esméria, na região do Poente, perto das Colunas de Hércules, limites do mundo conhecido dos Antigos. Quase todos os povos da Itália viam Nyx ora com um manto volante, recamado de estrelas, por cima de sua cabeça, ou com um outro manto azul e archote derrubado, ora representada por uma mulher nua, com longas asas de morcego e um fanal na mão. Representam-na também coroada de papoulas e envolta num grande manto negro, estrelado. Às vezes num carro arrastado por cavalos pretos ou por dois mochos, e a Deusa cobre a cabeça com um vasto véu pontilhado de estrelas e com uma Lua Minguante na testa ou como brincos.

Na mitologia grega a papoula era relacionada a Hipnos, o Deus do Sono, Pai de Morpheus e Filho de Nyx, que a tinha como planta favorita e, por isso, era representado com os frutos desta planta na mão. Há também uma relação entre a papoula e a Deusa Nix.

Muito freqüentemente colocam-na no Mundo Subterrâneo, entre Hypnos e Tânatos, Seus dois Filhos. Algumas vezes um menino precede-a, empunhando uma tocha, símbolo do crepúsculo. É muito rica em todas as potencialidades de existência, mas entrar em Nix é regressar ao indeterminado, onde se misturam pesadelos, íncubos, súcubos e monstros. Símbolo do inconsciente, é no Hypnos de Nix que o homem se liberta.

Hemera e as Hespérides nasceram para ajudar Nix a não se cansar, assim nasceu o ciclo diário, Hemera trás o dia, relaciona-se com Eos que traz a aurora e Helios o Sol; as Hespérides trazem a tarde, relaciona-se com Selene do Luar e Nyx traz a Absoluta Noite, todas estas Deidades em conjunto conduzem a Dança das Horas; complementando estes ciclos temos outros Deuses, como as Horas que representam ciclos mensais e anuais; Leto que recebe o legado de Nyx como Deidade da Noite. As Moiras, Filhas de Nix (Cloto, Laquesis e Atropo); são outras continuidades dos Poderes Gigantescos de Nyx do Negro Véu.

Nix e o Mundo de Sandman: Nos livros de Neil Gaiman referentes ao personagem Sandman ou Morpheus, aparecem inúmeras referências aos Filhos da Noite, como sendo Perpétuos. Os Perpétuos são: Sonho (Sandman), Desejo, Destino, Desespero, Delirium, Morte e Destruição. Os Perpétuos seriam, inclusive, superiores aos Deuses e passaram a existir antes Deles. Tal referência pode ser tomada da mitologia greco-romana de que a Noite foi um dos primeiros seres a existir, sendo assim, seus Filhos (os Perpétuos no caso) seriam anteriores aos próprios Deuses. Alguns dos Perpétuos são claramente referências aos Filhos da Noite, como o Destino, Sonho, Desespero e a Morte. Porém outros como fazem referências mais sutis, como Delirum (sendo uma personagem referente a Momo) e Desejo (sendo muito ligado a Discordia).

Postado por Corvus Lucífero às 15:02 0 comentários

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A Grande Deusa

sexta-feira, setembro 11, 2009



A Deusa é a primeira em toda a terra, o mistério, a mãe que alimenta e que dá toda a vida. Ela é o poder da fertilidade e geração; o útero e também a sepultura que recebe o poder da morte. Tudo vem Dela, tudo retorna para Ela. Sendo terra também é a vida vegetal; as árvores, as ervas e os órgãos que sustentam a vida. Ela é o corpo e o corpo é sagrado, útero, seios, barriga, boca, vagina, pênis, osso e sangue; nenhuma parte do corpo é impura, nenhum aspecto dos processos vitais é maculado por qualquer conceito de pecado. Nascimento, morte e decadência, são partes igualmente sagradas do ciclo. Se estamos comendo, dormindo, fazendo amor ou eliminando excessos do corpo, estamos manifestando a Deusa.

A Deusa da Terra é também a Deusa de todas as coisas invisíveis: conhecimento, mente, intuição e poder.

A Deusa é vista como a Lua, que esta associada aos ciclos mensais de sangramento e fertilidade das mulheres. A Deusa da Lua possui três aspectos: Crescente, é a Donzela; Cheia, é a Mãe; Minguante, é a Anciã. Parte do treinamento de cada iniciado implica períodos de meditação sobre a Deusa em seus vários aspectos.

A Tríade da Lua se transforma na estrela quíntupla do nascimento, intuição, amor, paz e morte. A Deusa manifesta-se no ciclo total da vida. As mulheres são valorizadas e respeitadas na idade avançada, assim como na juventude. Na Arte, não “acreditamos” na Deusa: ligamo-nos a Ela, através da Lua, das estrelas, do mar, das terras, das arvores, animais e outros seres humanos, através de nós mesmos. Ela esta aqui. Ela esta dentro de todos nós. Ela é o Círculo Pleno: Terra, Água, Fogo, Ar e Essência; corpo, mente, espírito, emoções, transformações.

A Natureza da Deusa jamais é uma coisa só. Onde quer que Ela apareça, corporifica ambos os pólos da dualidade – vida na morte, morte na vida. Ela possui mil nomes, mil aspectos. Ela é a vaca leiteira, a aranha que tece, a abelha com penetrante picada. A cobra que troca sua pele e se renova; o gato que enxerga no escuro; o cão que uiva para a Lua. Ela é todos. Ela é a Luz e a Escuridão, a Padroeira do Amor e da Morte, que manifesta todas as possibilidades. Ela tanto traz conforto quanto dor. É mais fácil responder ao conceito da Deusa enquanto Musa ou Mãe, inspiração e poder curativo. É mais difícil compreender a Deusa como Destruidora. A dualidade judeu-cristã condicionou-nos a pensar sobre a destruição como sinônimo do mal. A Criadora-Destruidora manifesta-se no fogo que destrói tudo aquilo que o alimenta a fim de produzir calor e luz.

A Lei da Deusa é o amor: o apaixonado amor sexual, o protetor amor da mãe pelo filho. O amor inclui os animais, plantas e todos os seres, não só os humanos. O Amor da Deusa é incondicional, Ela não exige sacrifícios, humano ou animal.

A Deusa esta colocada no centro da vida, morte e existência pós-morte e assumirá as formas que forem as mais adequadas em Sua relação com nosso mundo. Se estiver preparado para descobrir estas formas, você se tornará um instrumento de Sua segunda vinda, um mediador de compaixão, ambas as coisas em seu próprio ciclo de tempo e dos que esperam nascer de Seu Útero.

Postado por Corvus Lucífero às 19:47 0 comentários

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